No computador aqui do lado, o João vai descrevendo a evolução dos votos nos caucuses. Quando Obama ganha a votação democrata, ele torce o nariz - Edwards era o seu favorito. Eu bebo mais uma água tónica num discreto festejo. Seguir o caucus de Iowa em directo pela CNN faz sede. E insónias.
Vai ser um ano nisto. Há coisas fantásticas, não há?
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Friday, January 4, 2008
Thursday, January 3, 2008
Porque é absolutamente natural que os (super-)ricos não se preocupem com a desigualdade II
Agora com outro gráfico a partir dos mesmos dados de 1979-2005, este mais expressivo, retirad
o daqui:
o daqui:
Porque é absolutamente natural que os (super-)ricos não se preocupem com a desigualdade
O motivo é, claro, simples: eles beneficiam enormemente das políticas que a fomentam.
As tendências são conhecidas mas não fica mal relembrá-las de forma mais ou menos incessante, agora que estamos em ano de eleições. Há menos de um mês, o Congressional Budget Office actualizou os dados relativo aos rendimentos familiares dos norte-americanos.
O primeiro quadro mostra a diferença existente na distribuição de rendimentos entre 1979 e 2005, e o segundo o que se passou entre o fim do primeiro mandato de G.W.Bush e o início do segundo (2003-2005). Os quadros foram retirados desta nota de Jared Bernstein, do Economic Policy Institute, que afirma que o aumento «was greater from 2003 to 2005 than over any other two-year period covered by the CBO data». Ou seja, o processo de aumento das desigualdades está longe de estar em desaceleração (depois de Clinton o ter conseguido estagnar): muito pelo contrário.

As tendências são conhecidas mas não fica mal relembrá-las de forma mais ou menos incessante, agora que estamos em ano de eleições. Há menos de um mês, o Congressional Budget Office actualizou os dados relativo aos rendimentos familiares dos norte-americanos.
O primeiro quadro mostra a diferença existente na distribuição de rendimentos entre 1979 e 2005, e o segundo o que se passou entre o fim do primeiro mandato de G.W.Bush e o início do segundo (2003-2005). Os quadros foram retirados desta nota de Jared Bernstein, do Economic Policy Institute, que afirma que o aumento «was greater from 2003 to 2005 than over any other two-year period covered by the CBO data». Ou seja, o processo de aumento das desigualdades está longe de estar em desaceleração (depois de Clinton o ter conseguido estagnar): muito pelo contrário.
Não há argumento relativo à especialização tecnológica ou ao aumento do retorno da educação -que terão sem dúvida existido - que explique a totalidade desta evolução (estes são as justificações tradicionalmente invocadas). Foram as regras do capitalismo norte-americano que mudaram, e quem as mudou fê-lo deliberadamente para produzir uma redistribuição dos mais pobres e das classes médias para os mais ricos, que aproveitaram para ficar ainda mais ricos, e com isso viciar ainda mais as regras do jogo, isto é, as regras que decidem quem está em melhor posição para ganhar a corrida nos mais diferentes mercados. Mas é muito difícil aceitar esta ideia - que os mercados são arenas, ou seja, instituições com regras próprias e que podem ser viciados na sua construção, seja pelos actores privados em competição (as mais das vezes desigual), seja pela sua influência sobre organismos públicos que os devem definir e regular - quando se pensa a sociedade em termos estritamente individualistas, comportamentalistas e/ou moralistas. Quando um mercado está viciado para garantir que ganhem sempre os mesmos indivíduos e empresas, o seu funcionamento corrói a democracia e a política, e contribui para a reprodução de uma oligarquia. É absolutamente necessário que os mercados, essenciais numa sociedade livre, funcionem de uma forma democrática, isto é: que os seus vencedores não estejam definidos à partida; que os perdedores tenham sempre novas oportunidades ao longo da vida; e que aos que são sistematicamente perdedores sejam facultadas as condições que garantam a sua dignidade de seres humanos, primeiro, e cidadãos de uma mesma comunidade política, depois.

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desigualdades,
Eleições EUA,
mercados democráticos
Friday, December 28, 2007
Inclinações
Não me quero precipitar, mas estou quase quase a escrever em definitivo: this blog supports Barack Obama.
Monday, December 24, 2007
Thursday, December 13, 2007
Como e o que fazer?

O João já deu o mote. Para o ano realizam-se as eleições mais importantes do planeta. Este livro devia fazer parte de leitura obrigatória dos interessados: The Return of the 'L' Word (2005, Princeton University Press), do sociólogo Douglas S.Massey.
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