Quando os candidatos do Partido Democrata se referem aos problemas económicos do país, parece que as desigualdades que merecem real atenção se resumem ao gap crescente entre a middle class e os hiper-ricos - os tais que têm comprado os taxs cuts com que a Administração Bush os tem confortado ao longo deste anos. A classe média está falling behind, dizem-nos; a mobilidade ascendente, esse mito tão americano, está bloqueada. Isto é verdade.
Mas, com a excepção de algumas referências de John Edwards ao problema da pobreza persistente, os candidatos falam muito pouco daquela que Gunnar Myrdal em 1963, no seu clássico Challenge to Affluence - que pintava o futuro da economia americana em tons escuros, antecipando a sua incapacidade para lidar com a futura (hoje actualíssima) vaga de desindustrialização que iria abanar o aparelho produtivo nas décadas seguintes - descreveu como aquela «unprivileged class of unemployed, unemployables and underemployed who more and more hopelessly set apart from the nation at large and do not share in its life, its ambitions and its achievements».
Em campanha eleitorial, porém, nada disto é de estranhar. Os mais pobres praticamente não votam; nem fazem donativos para campanhas. No dia em que o fizerem, como diz o outro, é porque provavelmente deixaram de ser pobres.
Wednesday, January 23, 2008
Monday, January 21, 2008
Transparência?
A CNN explica bem o que se passou (ou passa) com os delegados democratas nas primárias do Nevada: já há local delegates (que Clinton venceu, correspondendo aos 51% que obteve), mas ainda não há national delegates, cuja estimativa dá vantagem a Obama sobre Clinton (13-12). Mas este número só ficará definido em Abril, durante a convenção estadual do Partido Democrata.
Como se percebe, isto é tudo menos simples. Gostava de saber a percentagem, daqueles que votam, que realmente percebem como isto funciona.
Numa escala internacional de transparência do sistema eleitoral, os EUA teriam que ficar muito mal classificados.
Como se percebe, isto é tudo menos simples. Gostava de saber a percentagem, daqueles que votam, que realmente percebem como isto funciona.
Numa escala internacional de transparência do sistema eleitoral, os EUA teriam que ficar muito mal classificados.
Sunday, January 20, 2008
Onde é que nós já vimos isto - há umas décadas, noutro continente, mas sob a mesma bandeira ideológica?
Venezuela
Leite, farinha, arroz, frango e outros produtos "desapareceram" dos supermercados
2008-01-20, 21h38
Caracas, 20 Jan (Lusa) - Os problemas de abastecimento alimentar intensificaram-se nas últimas semanas, com o desaparecimento das prateleiras dos supermercados de produtos como o leite, queijos, ovos, açúcar, farinha de trigo, frango e ovos, entre outros.
A agravar a situação, quando alguns destes produtos reaparecem momentaneamente, os preços de venda são superiores aos fixados pelo Governo, nalguns casos são 40 por cento mais altos que em Dezembro de 2007, altura em que a inflação acumulada, segundo o Banco Central da Venezuela, atingiu os 22,5 por cento.
(...)
Leite, farinha, arroz, frango e outros produtos "desapareceram" dos supermercados
2008-01-20, 21h38
Caracas, 20 Jan (Lusa) - Os problemas de abastecimento alimentar intensificaram-se nas últimas semanas, com o desaparecimento das prateleiras dos supermercados de produtos como o leite, queijos, ovos, açúcar, farinha de trigo, frango e ovos, entre outros.
A agravar a situação, quando alguns destes produtos reaparecem momentaneamente, os preços de venda são superiores aos fixados pelo Governo, nalguns casos são 40 por cento mais altos que em Dezembro de 2007, altura em que a inflação acumulada, segundo o Banco Central da Venezuela, atingiu os 22,5 por cento.
(...)
Claro...
...que há uma boa explicação para o facto que apontei no post anterior: todos estão distraídos. A começar pela própria CNN, cujo grande destaque do seu site é, no momento em que escrevo, nem mais nem menos que o último elemento da telenovela gerada em torno do desaparecimento de Madeleine McCann.
Isto sim, interessa ao mundo.
Isto sim, interessa ao mundo.
Wait a second....
Hillary Clinton teve mais votos do que Barak Obama em Nevada: 51% contra 45%. Certo. Mas Obama teve mais delegados: dos 25 em disputa, Obama ficou com 13 e Clinton com 12 (o que aliás permite ao senador de Illinois aumentar a sua vantagem de 1 para 2 no total de delegados atribuídos até agora - por muito pouco que isto conte nesta altura do campeonato, como é natural).
Estranha-me que ninguém - pelo menos a imprensa, dado que parece normal que Obama não queira entrar fazer muito barulho por causa disto - pareça valorizar isto: o que conta são os delegados, não o popular vote.
Estranha-me que ninguém - pelo menos a imprensa, dado que parece normal que Obama não queira entrar fazer muito barulho por causa disto - pareça valorizar isto: o que conta são os delegados, não o popular vote.
Labels:
Barak Obama,
Democratas EUA,
Eleições EUA,
Hilary Clinton
Friday, January 18, 2008
Thursday, January 17, 2008
Wednesday, January 16, 2008
Por falar em socializar o risco....
Reino Unido
Gordon Brown admite nacionalizar o banco Northern Rock
2008-01-16, 00h49
Londres, 16 Jan (Lusa) - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, declarou terça-feira que o seu governo coloca seriamente a possibilidade de nacionalizar Northern Rock, o banco britânico atingido pela crise mundial do crédito, se não se resolver a sua crise financeira.
Numa entrevista concedida à cadeia ITV, Brown indicou que, embora "várias" empresas privadas tenham manifestado interesse no banco, a nacionalização poderá ser necessária para preservar a estabilidade da economia britânica.
"Dado que a estabilidade é um assunto chave, consideraremos todas as opções, e isso inclui fazer com que a empresa passe a ser propriedade pública para depois transferi-la de novo para o sector privado", declarou.
"Sim, a nacionalização é uma das opções a ter em conta", reforçou.
Gordon Brown admite nacionalizar o banco Northern Rock
2008-01-16, 00h49
Londres, 16 Jan (Lusa) - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, declarou terça-feira que o seu governo coloca seriamente a possibilidade de nacionalizar Northern Rock, o banco britânico atingido pela crise mundial do crédito, se não se resolver a sua crise financeira.
Numa entrevista concedida à cadeia ITV, Brown indicou que, embora "várias" empresas privadas tenham manifestado interesse no banco, a nacionalização poderá ser necessária para preservar a estabilidade da economia britânica.
"Dado que a estabilidade é um assunto chave, consideraremos todas as opções, e isso inclui fazer com que a empresa passe a ser propriedade pública para depois transferi-la de novo para o sector privado", declarou.
"Sim, a nacionalização é uma das opções a ter em conta", reforçou.
Isto até seria cómico....
...se não fosse antes de tudo trágico: Bush a pedir a líderes e a empresários sauditas que se lembrem que o preço do petróleo “[has] affected our families”; “Paying more for gasoline hurts some of the American families.”
Ainda me lembro de Rupert Murdoch sonhar em voz alta com o barril de petróleo a 20 euros nas vésperas da invasão do Iraque em 2003: «greatest thing to come out of this [war]».
Ainda me lembro de Rupert Murdoch sonhar em voz alta com o barril de petróleo a 20 euros nas vésperas da invasão do Iraque em 2003: «greatest thing to come out of this [war]».
Tuesday, January 15, 2008
Os lucros são privados; e os riscos, públicos?
Queda de gigante do Citigroup
Maior banco dos EUA apresenta prejuízos mais altos de sempre
Foi um dia negro para todas as bolsas. Os mercados estão a ser pressionados por uma má notícia: o Citigroup, o maior banco norte-americano, anunciou prejuízos superiores a seis mil e seiscentos milhões de euros, no quarto trimestre.
São os piores resultados de sempre em quase 200 anos de história do Citigroup. Este resultado reflecte o impacto da crise no crédito hipotecário nos Estados Unidos, em especial no crédito de alto risco. O banco pretende agora reduzir quatro mil e 200 postos de trabalho. Ou seja, cerca de seis por cento do número total de colaboradores. Irá ainda haver uma redução de 41 por cento nos dividendos.
Vamos ver o que faz Bush.
Maior banco dos EUA apresenta prejuízos mais altos de sempre
Foi um dia negro para todas as bolsas. Os mercados estão a ser pressionados por uma má notícia: o Citigroup, o maior banco norte-americano, anunciou prejuízos superiores a seis mil e seiscentos milhões de euros, no quarto trimestre.
São os piores resultados de sempre em quase 200 anos de história do Citigroup. Este resultado reflecte o impacto da crise no crédito hipotecário nos Estados Unidos, em especial no crédito de alto risco. O banco pretende agora reduzir quatro mil e 200 postos de trabalho. Ou seja, cerca de seis por cento do número total de colaboradores. Irá ainda haver uma redução de 41 por cento nos dividendos.
Vamos ver o que faz Bush.
Se fosse um país muçulmano...
...já o mundo livre estava em ebulição - e bem - contra a restrição da liberdade de expressão. Como é a 'capitalista' China...
[obrigado, Susana, pela foto]

China
Citroên pede desculpa pelo anúncio com retrato distorcido de Mao Zedong
2008-01-15, 12h45
Pequim, Jan 15 (Lusa) - A empresa automóvel francesa Citroën pediu desculpas à China pelo anúncio publicitário em que utilizou uma imagem distorcida do famoso retrato de Mao Zedong, anunciou hoje a imprensa estatal chinesa.
O anúncio apareceu, entre outras publicações espanholas, no jornal diário El Pais e mostrava o famoso retrato do líder revolucionário chinês com um rosto irónico, de boca cerrada, sobrolho franzido e olhos vesgos.
Os criativos da Citroën modificaram o retrato de Mao Zedong que está colocado diante da Praça de Tiananmen, centro político histórico de Pequim.
"Somos líderes, mas na Citroën, a revolução nunca termina", dizia o slogan do anúncio em referência ao volume de vendas que a empresa considera um sucesso e pretende repetir em 2008.
"A imagem foi distorcida (...) e a imagem de Mao está muito estranha", referiu o jornal estatal chinês Global Times, acrescentando que o anúncio causou protestos e incómodo entre os chineses que vivem em Espanha.
Também surgiram críticas online ao anúncio. "Enquanto chinês sinto-me bastante insultado quando vi o anúncio", escreveu um internauta no portal Tianya (www.tianya.com). "Não só é um insulto ao presidente Mao, mas a toda a nação chinesa", conclui.
Muitos chineses admiram Mao, que consideram ser responsável pela união do país depois da guerra civil de 1945-1949.
De acordo com a mesma fonte, a Citroën já emitiu um pedido de desculpas e comprometeu-se a não voltar a utilizar a publicidade.
"A Citroën pede profundas desculpas por qualquer desagrado causado pelo anúncio espanhol da Citroën e pede desculpas a todos os que possam ter sido ofendidos por ele", lê-se num comunicado da empresa, citado pela imprensa chinesa.
"A Citroën reitera a sua amizade pelo povo chinês e respeita grandemente as figuras e símbolos chineses", afirmou à imprensa, um porta-voz da empresa na China.
[obrigado, Susana, pela foto]

China
Citroên pede desculpa pelo anúncio com retrato distorcido de Mao Zedong
2008-01-15, 12h45
Pequim, Jan 15 (Lusa) - A empresa automóvel francesa Citroën pediu desculpas à China pelo anúncio publicitário em que utilizou uma imagem distorcida do famoso retrato de Mao Zedong, anunciou hoje a imprensa estatal chinesa.
O anúncio apareceu, entre outras publicações espanholas, no jornal diário El Pais e mostrava o famoso retrato do líder revolucionário chinês com um rosto irónico, de boca cerrada, sobrolho franzido e olhos vesgos.
Os criativos da Citroën modificaram o retrato de Mao Zedong que está colocado diante da Praça de Tiananmen, centro político histórico de Pequim.
"Somos líderes, mas na Citroën, a revolução nunca termina", dizia o slogan do anúncio em referência ao volume de vendas que a empresa considera um sucesso e pretende repetir em 2008.
"A imagem foi distorcida (...) e a imagem de Mao está muito estranha", referiu o jornal estatal chinês Global Times, acrescentando que o anúncio causou protestos e incómodo entre os chineses que vivem em Espanha.
Também surgiram críticas online ao anúncio. "Enquanto chinês sinto-me bastante insultado quando vi o anúncio", escreveu um internauta no portal Tianya (www.tianya.com). "Não só é um insulto ao presidente Mao, mas a toda a nação chinesa", conclui.
Muitos chineses admiram Mao, que consideram ser responsável pela união do país depois da guerra civil de 1945-1949.
De acordo com a mesma fonte, a Citroën já emitiu um pedido de desculpas e comprometeu-se a não voltar a utilizar a publicidade.
"A Citroën pede profundas desculpas por qualquer desagrado causado pelo anúncio espanhol da Citroën e pede desculpas a todos os que possam ter sido ofendidos por ele", lê-se num comunicado da empresa, citado pela imprensa chinesa.
"A Citroën reitera a sua amizade pelo povo chinês e respeita grandemente as figuras e símbolos chineses", afirmou à imprensa, um porta-voz da empresa na China.
Monday, January 14, 2008
Irrational exuberance
Boa parte da prosperidade dos últimos anos das famílias americanas assentou na valorização da propriedade imobiliária. A irrational exuberance dos bancos - que passaram a emprestar dinheiro de forma cada vez menos criteriosa - alimenta a dos consumidores - que exploraram a subida do valor da propriedade e a criativa engenharia financeira permitida pelas entidades credoras para se endividarem ainda mais -, levando, quase inevitavelmente, à criação de uma bolha. Isto é o que acontece quando a bolha rebenta.
Entretanto, em Espanha...
...Há eleições legislativas no início de Março. Uma sondagem recente atribui uma vantagem de 3% ao PSOE, ainda que o PP tenha recuperado 2,5% em relação ao mês de Dezembro.
Sunday, January 13, 2008
O Partido Conservador Português
A atitude do PCP em relação ao programa Novas Oportunidades tem sido verdadeiramente extraordinária. Ninguém fica espantado quando as críticas do “facilitismo por defeito” têm origem nos partidos da direita, mas quando o cepticismo e a má fé em doses industriais é oriunda do PCP, não deixa de ser elucidativo.
As mesmas operárias e operários fabris e empregadas e empregados de serviços que o PCP vê como “explorados” no lugar de trabalho e obviamente merecedores de um imediato aumento de salários e de outros benefícios laborais e sociais, quando abandonam o lugar de trabalho e entram no Centro Novas Oportunidades em que estão inscritos, deixam o seu estatuto de oprimidos e passam a ser alvos de um programa “facilitista” e da propaganda governamental. O PCP passa então a raciocinar exactamente da mesma forma que o desumano e egoísta patrão que está militantemente contra todo o tipo de “facilitismos” que enviem “sinais errados” aos trabalhadores, e que acha logicamente que qualquer aumento de salários deve ser “merecido”. O PCP está a favor da redistribuição salarial sem olhar a consequências, mas contra a redistribuição de diplomas e o reconhecimento das competências profissionais dos cidadãos/trabalhadores. O PCP, através da sua linha avançada conhecida por FENPROF, acha um “ataque” inconcebível que alguém possa sequer questionar a qualidade e fiabilidade do trabalho dos professores do ensino básico e secundário, mas não tem problemas em desprezar a seriedade do trabalho dos que levam a cabo os processos de reconhecimento, validação e certificação de competências dos cidadãos/trabalhadores. Os primeiros são intocáveis; os segundos são, provavelmente, uns aldrabões.
O PCP é, obviamente, o Partido Conservador Português.
As mesmas operárias e operários fabris e empregadas e empregados de serviços que o PCP vê como “explorados” no lugar de trabalho e obviamente merecedores de um imediato aumento de salários e de outros benefícios laborais e sociais, quando abandonam o lugar de trabalho e entram no Centro Novas Oportunidades em que estão inscritos, deixam o seu estatuto de oprimidos e passam a ser alvos de um programa “facilitista” e da propaganda governamental. O PCP passa então a raciocinar exactamente da mesma forma que o desumano e egoísta patrão que está militantemente contra todo o tipo de “facilitismos” que enviem “sinais errados” aos trabalhadores, e que acha logicamente que qualquer aumento de salários deve ser “merecido”. O PCP está a favor da redistribuição salarial sem olhar a consequências, mas contra a redistribuição de diplomas e o reconhecimento das competências profissionais dos cidadãos/trabalhadores. O PCP, através da sua linha avançada conhecida por FENPROF, acha um “ataque” inconcebível que alguém possa sequer questionar a qualidade e fiabilidade do trabalho dos professores do ensino básico e secundário, mas não tem problemas em desprezar a seriedade do trabalho dos que levam a cabo os processos de reconhecimento, validação e certificação de competências dos cidadãos/trabalhadores. Os primeiros são intocáveis; os segundos são, provavelmente, uns aldrabões.
O PCP é, obviamente, o Partido Conservador Português.
Labels:
conservadorismo,
educação e formação,
Novas Oportunidades,
PCP
Thursday, January 10, 2008
Electoral Compass USA
Deu Edwards.
Agora completo:
Your position in comparison with the candidates.You have responded to 36 propositions. Based on the responses you provided, you are the closest toJohn Edwards and you are the furthest away from Fred Thompson
John Edwards
You are 3% economic left
You are equally social-liberal as social-conservative
You have a substantive agreement of 71%
Hillary Clinton
You are 2% economic right
You are 5% more progressive
You have a substantive agreement of 76%
Bill Richardson
You are 2% economic left
You are 5% more progressive
You have a substantive agreement of 71%
Barack Obama
You are 8% economic left
You are 11% more traditional
You have a substantive agreement of 76%
Ron Paul
You are 52% economic left
You are 21% more progressive
You have a substantive agreement of 49%
Rudy Giuliani
You are 56% economic left
You are 40% more progressive
You have a substantive agreement of 44%
John McCain
You are 48% economic left
You are 54% more progressive
You have a substantive agreement of 44%
Mitt Romney
You are 58% economic left
You are 54% more progressive
You have a substantive agreement of 42%
Mike Huckabee
You are 53% economic left
You are 60% more progressive
You have a substantive agreement of 39%
Fred Thompson
You are 56% economic left
You are 69% more progressive
You have a substantive agreement of 35%
Agora completo:
Your position in comparison with the candidates.You have responded to 36 propositions. Based on the responses you provided, you are the closest toJohn Edwards and you are the furthest away from Fred Thompson
John Edwards
You are 3% economic left
You are equally social-liberal as social-conservative
You have a substantive agreement of 71%
Hillary Clinton
You are 2% economic right
You are 5% more progressive
You have a substantive agreement of 76%
Bill Richardson
You are 2% economic left
You are 5% more progressive
You have a substantive agreement of 71%
Barack Obama
You are 8% economic left
You are 11% more traditional
You have a substantive agreement of 76%
Ron Paul
You are 52% economic left
You are 21% more progressive
You have a substantive agreement of 49%
Rudy Giuliani
You are 56% economic left
You are 40% more progressive
You have a substantive agreement of 44%
John McCain
You are 48% economic left
You are 54% more progressive
You have a substantive agreement of 44%
Mitt Romney
You are 58% economic left
You are 54% more progressive
You have a substantive agreement of 42%
Mike Huckabee
You are 53% economic left
You are 60% more progressive
You have a substantive agreement of 39%
Fred Thompson
You are 56% economic left
You are 69% more progressive
You have a substantive agreement of 35%
Ainda o Estado social a nível internacional

O Nuno Teles faz menção a um post que eu escrevi há já umas semanas sobre a questão do globalização, da Europa e do estado social. Coloco este quadro (retirado deste artigo:
"Globalisation, Domestic Politics, and Welfare State Retrenchment in Capitalist Democracies", de Duane Swank, publicado na Social Policy & Society 4:2, 183–195, 2005) para complementar a resposta que já dei ao seu post.
"Globalisation, Domestic Politics, and Welfare State Retrenchment in Capitalist Democracies", de Duane Swank, publicado na Social Policy & Society 4:2, 183–195, 2005) para complementar a resposta que já dei ao seu post.
Vemos aqui medidos os níveis de protecção social em diferentes áreas: no subsídio de desemprego, nas pensões e nos serviços; a última coluna mede o nível de desmercadorização global, que é definido como a capacidade que as pessoas têm para viver sem depender dos recursos provenientes do mercado (por acção do apoio estatal).
As médias mostram que houve uma grande estabilidade em duas épocas que deviam representar, segundo a received wisdom (à esquerda e à direita), o declínio do Estado social. Os países de modelo social-democrata mantiveram os níveis muito altos de protecção (a Finlândia e a Noruega subiram; a Holanda e sobretudo a Suécia desceram, mas esta mantém-se na média); os países do modelo corporatista viram a sua média subir, ainda que a Suíça teha sofrido uma quebra importante, mantendo níveis de protecção intermédios; e os países do modelo liberal, os que tinham níveis de protecção mais baixos, aqueles onde o mercado tem maior centralidade enquanto mecanismo de coordenação e protecção, mantiveram-se no fundo da tabela. O cenário ao nível de desmercadorização é, portanto, de ampla estabilidade, apesar das enormes mudanças que a economias nacionais sofreram nestas duas décadas, e que levaram, como já tinha referido no meu post original, a uma subida generalizada dos gastos sociais - os tais que permitiram a conservação dos níveis históricos de protecção dos cidadãos/trabalhadores.
Wednesday, January 9, 2008
E eu, ingénuo, que pensava que o sindicalismo português era autónomo em relação aos partidos
No "Público" de hoje:
Carvalho da Silva pondera deixar liderança da CGTP devido a pressões do PCP
09.01.2008, São José Almeida
A preparação do congresso da central está em ebulição. O PCP tenta influenciar os nomes e a estratégia da direcção. Carvalho da Silva já avisou que, se isso acontecer, bate com a porta.
Carvalho da Silva pondera deixar liderança da CGTP devido a pressões do PCP
09.01.2008, São José Almeida
A preparação do congresso da central está em ebulição. O PCP tenta influenciar os nomes e a estratégia da direcção. Carvalho da Silva já avisou que, se isso acontecer, bate com a porta.
Bye bye Edwards
Com o resultado de hoje, Edwards perdeu qualquer hipótese de disputar a nomeação para o Partido Democrata. É pena que seja este o outcome, mas era por demais previsível. Ninguém pode pretender ganhar uma eleição nos EUA depois de repetir milhares de vezes a expressão corporate greed (aliás, o mesmo se aplica em qualquer país europeu - bom, talvez com a excepção da França, o que pode muito bem ser uma das razões pelas quais o PSF perde eleições com frequência excessiva!). Por muita razão que tivesse nos argumentos apresentados, Edwards seria, numa campanha a sério, carne picada nas mãos da máquina mediática Republicana, que o acusaria seguramente de estar a preparar um golpe socialista em Washington ou coisa do género. Edwards poderia ter aludido aos mesmos problemas que tinha na agenda - e que são os de muitos americanos - se tivesse utilizado outra linguagem menos populista e adoptado uma postura menos guerreira. A política da raiva talvez pudesse funcionar num contexto do género da Grande Depressão do início dos anos 30, mas não hoje.
Para quem irão os seus votos agora? Obama ou Clinton ou...para ninguém? O que Edwards decidir fazer pode ajudar enormemente a decidir quem ganha esta disputa eleitoral.
Não seria descabido que os 'entregasse' a Obama. E talvez Obama, se vencesse, o premiasse com o cargo de vice. Talvez o ticket Obama-Edwards não seja má ideia.
Para quem irão os seus votos agora? Obama ou Clinton ou...para ninguém? O que Edwards decidir fazer pode ajudar enormemente a decidir quem ganha esta disputa eleitoral.
Não seria descabido que os 'entregasse' a Obama. E talvez Obama, se vencesse, o premiasse com o cargo de vice. Talvez o ticket Obama-Edwards não seja má ideia.
Subscribe to:
Posts (Atom)
